segunda-feira, 7 de junho de 2010

O que é ISLAMISMO?

RESPOSTA:
Sabe-se que Islamismo é a religião pregada (ou fundada) pelo Profeta Maomé, nascido no ano 571 D.C. em Makkah (MECA), na península arábica, e cujo Livro Sagrado é o ALCORÃO.
Esta breve definição, embora razoável, não é, entretanto, completa! Porque Islam é muito mais! E antes de discorrermos, queremos dizer que: ISLAMISMO, ISLAM, ISLÃ, ISLÃO, RELIGIÃO MUÇULMANA, todos estes termos querem dizer - e significam - a mesma coisa. Igualmente os adjetivos: muçulmano, islâmico, islamítico, islamita, todos eles têm o mesmo significado.
Nós, vamos adotar, neste breve relato, o seguinte:
- ISLAM ou ISLAMISMO, o substantivo que designa a religião muçulmana.
- MUÇULMANO, o adjetivo que qualifica o seguidor do islamismo (muçulmana no feminino).
- ISLÂMICO (ISLÂMICA) como adjetivo para designar coisas como: livro islâmico, país islâmico, terra islâmica, etc...
O Alcorão -que se constitui na base primeira desta religião, é considerado por seus seguidores, a Palavra de Deus - ao consultá-lo sobre o significado (e o conceito) - do ISLAM, ficamos extraordinariamente admirados quanto à extensão, à abrangência e o ecumenismo do mesmo. Repetimos: ninguém poderá conhecer verdadeiramente o ISLAM, sem conhecer o Alcorão. Na Surata 3, versículo 64, Deus diz:
"Dize (ó Muhammad): Ó adeptos do Livro, vinde para uma palavra comum entre nós e vós, que não adoremos (tanto nós quanto vós) senão a Deus, e nada associemos a Ele, e que não tomemos uns aos outros por senhores (em vez de Deus). Em caso de recusarem, dizei: Testificai que somos muçulmanos."
Alcorão 3:64 9
Eis, portanto, a amplitude e a abrangência do ISLAMISMO, que é a união de todas as mensagens divinas na fé no mesmo Deus único e Uno, e na dedicação da adoração e dos cultos a ELE como ÚNICO SENHOR.
Isto é ISLAMISMO!
Em outro versículo Corânico, o 67 da Surata 3, explicita o conceito prático do ISLAM:
"Quem teria melhor religião do que aquele que entrega seu rosto (rumo) a Deus, e é sempre caridoso, e segue a crença monoteísta de Abraão? Deus elegeu a Abraão para ser seu íntimo amigo."
Alcorão 3:67 10
---Foi chamado (Abraão) amigo de Deus.--
Tiago 2:23
Vemos, claramente, que ISLAMISMO e RELIGIÃO são sinônimos no Alcorão Sagrado, e sua base é a fé em Deus único e Uno, que orienta o crente no islam para ser caridoso e caminhar rumo a Deus!
Islamismo, então, é: Fé em Deus Uno + Caridade + Caminhar (pela vida) rumo a Deus.
Outra surpresa admirável que nos revelou a leitura do Sagrado Alcorão, foi o termo ISLAMISMO designando todas as manifestações religiosas anteriores a Maomé (Muhammad S.A.A.W.S.) Exemplos:
1o - Noé foi muçulmano, conforme o diz o Alcorão:
"Se recusardes (meu apêlo à fé, diz Noé), não vos pedirei nenhuma recompensa, porque a espero somente de Deus, e fui ordenado ser-Lhe muçulmano."
Alcorão 10:72 11
2o - Abraão foi muçulmano, de acordo com o Alcorão:
"Abraão não era judeu nem cristão, e sim monoteísta muçulmano."
Alcorão 3:67 12
3o - Moisés, também, foi muçulmano, de acordo com o Alcorão:
"Moisés falou-lhes: Ó povo meu, se acreditastes realmente em Deus, ponde vossa confiança n'Ele, se sois muçulmanos."
Alcorão 10:84 13
4o - E, finalmente, os discípulos de Jesus, Filho de Maria, também eram muçulmanos, de acordo com o que o Alcorão registra:
"Quando Jesus pressentiu a incredulidade deles (dos israelitas), indagou: Quem me apóia em Deus? Os discípulos disseram-lhe: Nós somos teus apoiadores em Deus, cremos em Deus; testifique tu que somos muçulmanos."
Alcorão 3:5214.
O Sagrado Alcorão registra, igualmente, que todos os profetas eram muçulmanos: 10:71,72 / 2:130,131,132 / 27:44 / 5:44 / 3:52,53 / 5:111 12:128 22:78 / 31:22.
E seguindo na nossa leitura do Alcorão Sagrado, mais e mais surpresas fomos encontrando, como a que designa: LIVRO DE DEUS, todas as revelações recebidas pelos Enviados de Deus. Exemplos:
"Enviamos (Deus quem enviou) Nossos Apóstolos com os esclarecimentos, e lhes revelamos o Livro e a Balança... E enviamos, também, Noé e Abraão, e fizemos com que a Profecia e o Livro estejam confiados à descendência de ambos..."
Alcorão 57:25,26 15
Assim, vemos que Deus chama de: LIVRO, todas as Mensagens que ELE revelou aos Profetas-Apóstolos, e mais especificamente: Deus iguala o Alcorão - que o designa como Livro - à Torá e ao Evangelho.
"Deus revelou a ti (ó Muhammad) o Livro (Alcorão) pela verdade, confirmando a Revelação existente, e (Deus) revelou a Torá e o Evangelho, anteriormente, para guiarem os homens. E Deus revelou o Discernimento."
Alcorão 3:3,4 16
Portanto, na Religião Muçulmana, a RELIGIOSIDADE é uma manifestação ÚNICA revelada pelo mesmo e único Deus, em diferentes épocas, a homens ESPECIAIS chamados de: Profetas-Apóstolos (ou Mensageiros de Deus, ou Enviados de Deus), para guiarem os homens no caminho certo que os leva ao verdadeiro Deus-Criador. Esses Enviados de Deus pregaram sempre as mesmas verdades eternas que Deus lhes revelou:
"Prescreveu -vos (Deus prescreveu) como religião, o mesmo que recomendou a Noé e o que revelamos a ti (ó Muhammad) e o que recomendamos a Abraão, e a Moisés e a Jesus. (Recomendamos a todos) Que instituísses a religião e não vos dividisses nela. Os idólatras ressentiram-se sobre o que vós os convoqueis para ele."
Alcorão 42:1317
Indica este versículo que TUDO que Deus preceituou para os muçulmanos é, no geral, o mesmo que foi preceituado aos Profetas: Que estabeleçam a religião do Deus único e Uno. Deste modo, sente o muçulmano que é a continuação desses homens excelsos, e no caminho deles pauta, e está, portanto, inserido nessa caravana abençoada por Deus, desde o alvorecer da história humana. Igualmente indica, este versículo corânico, que a paz profunda deve imperar entre todos aqueles que acreditam na religião única de Deus. Pois se o que Deus preceituou - como religião - para os seguidores de Maomé (Muhammad S.A.A.W.S.) é o mesmo que Deus preceituou para Noé, Abraão, Moisés, Jesus e outros.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O que é AGNOSTICISMO?

Pergunta: "O que é agnosticismo?"
Resposta: Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.
A Bíblia nos diz que nós devemos aceitar por fé que Deus existe. Hebreus 11:6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Deus é espírito (João 4:24), então ele não pode ser visto ou tocado. A menos que Deus decida revelar a Si próprio, Ele é essencialmente invisível aos nossos sentidos (Romanos 1:20). A Bíblia ensina que a existência de Deus pode ser claramente vista no universo (Salmos 19:1-4), percebida na natureza (Romanos 1:18-22) e confirmada nos nossos próprios corações (Eclesiastes 3:11).
O agnosticimo é essencialmente a falta de vontade de tomar uma decisão a favor ou contra a existência de Deus. É a posição mais “em cima do muro” que existe. Teístas acreditam que Deus existe. Ateus acreditam que Deus não existe. Agnósticos acreditam que nós não deveríamos acreditar ou desacreditar na existência de Deus – porque é impossível conhecê-la.
Por um instante, vamos deixar de lado as evidências claras e inegáveis da existência de Deus. Se colocamos as posições do teísmo e do ateísmo/agnosticismo no mesmo nível, em qual delas faz mais “sentido” acreditar – levando em conta a possibilidade de vida após a morte? Se não há Deus, teístas e ateus/agnósticos simplesmente cessarão de existir quando morrerem. Se há um Deus, ateus e agnósticos terão Alguém a quem prestar contas quando morrerem. Deste ponto de vista, definitivamente faz mais “sentido” ser um teísta do que um ateu/agnóstico. Se nenhuma das posições pode ser provada ou deixar de ser provada, não parece mais sábio fazer todo o esforço necessário para acreditar na posição que poderá ter um resultado final infinita e eternamente mais desejável?
É normal ter dúvidas. Existem tantas coisas neste mundo que nós não entendemos. Com freqüência, as pessoas duvidam da existência de Deus porque elas não entendem ou concordam com as coisas que Ele faz e permite. No entanto, nós, como seres humanos finitos, não devemos esperar entender um Deus infinito. Romanos 11:33-34 exclama: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” Nós devemos acreditar em Deus pela fé e confiar nos seus caminhos pela fé. Deus está pronto e com vontade de revelar a Si próprio de formas incríveis para aqueles que acreditam nele. Deuteronômio diz: “De lá, buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

Após longa ausência, desculpamo-nos por isso, iniciamos agora postagens com o título "O QUE È...".

Após longa ausência, desculpamo-nos por isso, iniciamos agora postagens com o título "O QUE È...". Assim os leitores poderão fazer perguntas sobre os mais diversos temas ligados ao Espiritismo e a outras religiões. Esperamos que gostem e participem com suas perguntas. Saúde e paz a todos!!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O SONHO

Um dia eu andava tristonho,
Pelas ruelas da vida,
Buscava uma saída,
Que decifrasse meu sonho.


Sonhei que estava sozinho,
Na vastidão do infinito,
E me sentia aflito,
Como uma ave sem ninho.


Olhava nos quatro cantos
E não enxergava nada,
Apenas a longa estrada,
Umedecida de prantos.


Resolvi seguir por ela,
Só pra ver onde chegava,
E a angústia se agravava,
Naquela tarde singela.


Mesmo seguindo o caminho,
Hirto, garboso, bem forte,
Não encontrava o norte,
Continuava sozinho.


Soltei o meu raciocínio,
Pus-me a pensar preocupado,
Porque ninguém ao meu lado?
Onde estará meu fascínio?


Deve haver um motivo,
Pra solidão desse mundo.
Não se precisa ir fundo,
Para notar-se um cativo.








Os Homens são diferentes,
E isso afasta as vidas.
As alegrias? Contidas.
Os sentimentos? Dormentes.


Depois desta meditação,
Onde a angústia arrosta,
Pude achar a resposta,
De tamanha indagação.


O ser humano em caminho,
Deve ajudar seu irmão,
Essa é a real solução,
Pra quem se acha sozinho.

sexta-feira, 5 de março de 2010

VIOLÊNCIA SOCIAL E ESPIRITUALIDADE

“É por meio da renovação interior que o homem encontrará condições
de evitar ações violentas, que criam o ciclo vicioso que vivemos hoje”
Ultimamente, o que mais temos visto não só na mídia, mas ao nosso redor, é a tão temida violência. Ela está nos jornais, nas revistas, na televisão, no esporte, na política, nos filmes e até mesmo em programas infantis e desenhos, que, ao invés de estimularem a criatividade e o mundo de imaginação da criança, incentivam a guerra e a violência pessoal. Nossos filhos vivem essa agressividade televisiva e nós os deixamos envolvidos nesta situação, sem forças e, talvez, sem meios para afastá-los disso.
E não é só. Temos ainda a violência no campo rural, na fome, na mortalidade infantil, no trânsito, na prostituição adulta e infantil e até mesmo nos meios policiais. Entretanto, qual é a atitude que tomamos, como pessoas de bem, diante desse tema? Um café, uma bebida, um assunto qualquer, um afazer doméstico ou um compromisso social. Ou seja, não fazemos nada.
Mas quais são as causas desta violência? São muitas, porém, uma das principais é a exclusão social. Em um artigo intitulado "Causas da violência no Brasil", publicado na edição nº 10 da Revista Cristã de Espiritismo, o espírito chamado Calixto explica que "é por causa dela que, apesar da índole pacifista desta nação, vivemos hoje neste ambiente de violência e terror urbanos, porque uma parcela da sociedade somente se imagina buscando o que precisa vivendo à margem dela". E completa: "Estamos todos ainda no mesmo território e muitos precisam viver com as portas trancadas e andar cautelosos nas vias públicas. Esta é uma dívida coletiva e, para as vítimas fatais, comporta resgates individuais".
Sabemos que, pela Lei de Ação e Reação, todos somos devedores, mas que atitude devemos tomar? Será que devemos aceitar esta violência sem fazer nada, como se estivéssemos determinados a ela?
Vemos as pessoas cobrando os responsáveis por nossa segurança a todo instante, mas nunca fazendo um mea-culpa, para ver até onde vai nossa parcela de contribuição nesta violência. Afinal de contas, quase todo dia cometemos um ato violento, nem que seja através do pensamento ou da maledicência contra um irmão, além de buscarmos formas cada vez mais agressivas para acabar com a violência, como pena de morte, extermínio, tortura, cerceamento da liberdade em condições subumanas etc. Ou seja, criamos um ciclo vicioso de agressões.
No livro Após a Tempestade, psicografado por Divaldo Pereira Franco, Joanna de Ângelis afirma ser justo que o homem que cai nas malhas do crime seja cerceado do convívio social, para que possa se tratar e se corrigir, resgatando faltas cometidas através de processos compatíveis com as conquistas da civilização moderna. Mas Joanna lembra: "De forma alguma a pena de morte diminui a incidência da criminalidade. Ao contrário, torna-a mais violenta e selvagem. Se o Estado ceifa a vida de um cidadão, não tem o direito de exigir que outros a respeitem".

A renovação do homem
Como podemos ver, a violência está enraizada no ser humano, que a tem vivido e até mesmo cultivado através dos milênios. Não estamos falando aqui nada que a maioria das pessoas desconheça, apenas alertando para um problema que existe e é real. A solução passa por uma transformação, uma renovação do homem como forma de mudar a sociedade da qual ele é membro efetivo e atuante. "O homem iluminado interiormente pela flama cristã da certeza quanto à sobrevivência do espírito ao túmulo e de sua antecedência ao berço, sabendo-se herdeiro de si mesmo, modifica-se e muda o meio onde vive, transformando a comunidade. A vida humana resulta dos espíritos que a compõem", afirma Joanna de Ângelis em Após a Tempestade.
Assim, o ser humano se despoja do homem velho para dar lugar ao novo, a fim de renovar suas atitudes sociais e morais. A reencarnação é o meio adequado para esta renovação, pois, a cada vivência, o espírito evolui através de enganos e acertos. O mal é persistente, organizado e pungente, mas o bem o supera, pois ele é amor, lei natural e criação divina, ao passo que o mal é apenas um desvio temporário nos atalhos da evolução.
Portanto, todos nós, principalmente os espíritas, devemos nos unir para sempre buscarmos o bem, seja por meio de grupos de orações, evangelho no lar, sociedades envolvidas com a manutenção da paz ou eventos como a Cúpula do Milênio sobre a Paz, ocorrida em 2001, na qual diversos líderes religiosos e espirituais se juntaram para encampar um compromisso com o pacifismo global. "O homem supera a natureza desde o momento em que se torna capaz de se organizar em sociedade. Neste momento, deixa de ser o animal gregário das cavernas para adquirir uma nova natureza: um ser social", afirma José Herculano Pires em seu livro O Espírito e o Tempo.
A luta está aí e é necessário que façamos o "bom combate" com as armas do amor, a fim de alterarmos nosso padrão vibratório e, conseqüentemente, o do planeta Terra, que é o nosso lar. É uma luta minha, sua e de todos aqueles que acreditam em um mundo melhor, no qual o bem se sobreponha ao mal e que seja um local de regeneração. Nossa principal arma não é a violência, mas o evangelho de Jesus, pois é através dele que poderemos erradicar o mal da Terra um dia. Levará algum tempo para que isso ocorra? Com certeza, sim, mas não nos esqueçamos das palavras de André Luiz no livro Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier: "Uma existência é um ato; um corpo, uma veste; um século, um dia; um serviço, uma experiência; um triunfo, uma aquisição; uma morte, um sopro renovador".

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 17.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

SÚPLICA DE PAZ

Senhor Deus, dai-nos a PAZ!
Esse sentimento bom,
Que nos faz viver bem conosco próprios,
E com nossos semelhantes.
Dai-nos Mestre, a PERSEVERANÇA,
Que nos faça, mesmo diante das dificuldades,
Não desistirmos de buscar a PAZ.
Conceda-nos Senhor a TRAQÜILIDADE,
Que nos deixe serenos, para o alcance da perseverança
Que nos conduzirá à PAZ.
Possibilite-nos Pai a CORAGEM,
Para, em face de todas as atribulações,
Ainda assim, procurarmos a tranqüilidade,
Que nos fará perseverar,
Na busca da PAZ.
Abastece-nos Deus com tua FORÇA.
De forma que não fraquejemos nunca,
Na busca da coragem para termos tranqüilidade,
De chegarmos à perseverança na procura da PAZ.
Sendo assim, ó Grande Arquiteto do Universo,
Precisamos do teu AMOR, sem o qual,
Não poderemos armazenar a força,
Imprescindível à coragem necessária,
Para termos tranqüilidade,
De perseverarmos,
Até o alcance da PAZ.
A tua PAZ!

Muita paz a todos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Fé

De todas as coisas que conheço,
Há uma que me deixa intrigado,
Talvez seja bem mais do que mereço
Saber o que tenho procurado.


Essa coisa é um sentimento humano,
Que parece ser mais forte do que é,
Dela imbuídos somos quase insanos,
Estou falando da bendita fé.


Em nome dela se faz cada loucura!
Quem sabe tudo que ela encerra?
Pra uns ela é o milagre de uma cura.
Pra outros a loucura de uma guerra.


Se temos fé tornamo-nos espelho
Para os vacilantes, errantes, enfim...
Contritos subiremos de joelhos,
Os degraus da escadaria do Bonfim.


Andaremos descalços mil léguas,
Se possível carregando uma cruz.
Nessa batalha não queremos trégua,
Pois a fé nos aproxima de Jesus.


Em Jesus devemos nos segurar.
É a fé que nos trás essa verdade.
Pois, confiantes que ele vai nos amparar,
Alcançaremos a real felicidade.


Repare que só falamos de amor.
Não justifica a fé destruidora
Que nos conduz seja lá pra onde for,
Instigando-nos à vazão devastadora.


Eu sei que há muita gente nessa terra,
Que jamais demonstra ser o que é.
Aproveitando sempre quando erra,
Para culpar a generosa fé.


Para nós, no entanto, a fé real,
A fé no sentido verdadeiro,
Não é a que nos leva para o mal,
Mas sim, a que nos une ao mundo inteiro.


Tenha fé meu amigo e vá em frente,
Acredite em todos os planos teus.
Pois, já terás conseguido realmente,
A aquiescência do generoso Deus.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

- PAI, TÔ COM FOME!!!

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar....
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'
(História verídica)

domingo, 6 de dezembro de 2009

MULHER

Anátema cruel, hilariante,
Infame, insana, mal amada,
Mulher intrigante, desvairada,
Iluminada, genial, total, amante.


Alvíssima mulher, mulher beleza.
Idônea figura sobre-humana,
Amor de uma fúria tão insana,
Que faz gozar os lírios da pureza.


Ilha de amores, mar de vida.
Fonte da beleza mais bonita.
Coletivo da ternura irrestrita.
Ah! Mulher, tu és a mais querida.


Arde essa fome no meu peito,
Fome de querer estar contigo,
Como desta flor, não me fadigo,
Quero possuir de qualquer jeito.


Tomo como certo esse desejo,
De amar-te seja como for,
De cuidar-te qual se uma flor,
De afogar-te num ardente beijo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um ferimento nem sempre significa morte!

Como já se sabe, a atividade policial é perigosa por natureza. E como a Lei de Murphy é freqüentemente uma companheira do trabalho policial, você precisa se preparar para as eventualidades, inclusive a de ser ferido num tiroteio. Então, se algum dia você for ferido, as seguintes dicas podem ajudar:
1) Termine o confronto! Isso parece óbvio, mas muitos policiais param de lutar simplesmente porque acham que foram feridos. Ser atingido é sempre uma possibilidade, mas essa não é a hora para você desistir. Confirme se o criminoso não é mais uma ameaça. Se ele fugiu, fique onde está. Se ele caiu, observe-o (com sua arma apontada para ele). Se ele ainda se move e representa um ameaça, continue atirando – faça na medida do necessário até que a ameaça seja interrompida.
2) Fique alerta! Criminosos comumente atacam em bando, por isso fique atento à presença de comparsas. Verifique sua arma – sane as panes e faça a recarga por precaução. Em situações de estresse, ocorre a diminuição da irrigação sanguínea originando a hipoxia retiniana (deficiência de oxigênio nos tecidos orgânicos), o que leva ao encurtamento do campo visual de fora para dentro (perda da visão periférica). Isso é Visão em Túnel. Olhe à sua volta, escaneando o ambiente, para compensar a diminuição do seu campo visual.
3) Proteja-se! Vá para uma posição barricada se você não fez isso antes. Não coldreie sua arma, apenas proteja-se. Posições protegidas funcionam como um grande colete balístico capaz de oferecer proteção para todo o corpo.
4) Peça ajuda! Respire fundo algumas vezes, chame pelo rádio HT ou telefone celular de modo simples e direto. Diga seu posto, nome, o local onde está e que foi ferido. Esqueça os códigos e os protocolos de comunicação (código Q, por exemplo), apenas forneça informações vitais de maneira clara. Não perca tempo falando com pessoas que não podem ajudar, ligue somente para o serviço de atendimento de urgência. Confirme se o atendente entendeu as informações. A ajuda já está a caminho, então esqueça o HT e volte sua atenção para a ocorrência.
5) Avalie seu estado! Se você estiver usando um colete balístico, os impactos nele provocam muita dor, mas são apenas hematomas. Sem o colete, os ferimentos são mais sérios – ache-os rápido. Ferimentos nos músculos podem não doer tanto e, às vezes, não sangram muito devido à vaso constrição provocada pelo estresse. Se o ferimento doer demais, provavelmente algum osso foi quebrado – mas se calcificarão. Ferimentos na cabeça sangram em abundância, mas se você está consciente o suficiente para notar o sangramento, então o ferimento talvez não seja uma ameaça imediata. Contudo, o impacto grave de um projétil na cabeça deixará você inconsciente.
6) Faça os primeiros socorros você mesmo! À medida que você se acalma, o sangramento tende a aumentar, assim pressione o ferimento o máximo que puder. Utilize suas mãos, sua camisa ou um lenço – improvise. Você tem aproximadamente cinco litros de sangue no seu corpo. Você pode perder cerca de 20% disso e ainda permanecer consciente. Isso dá quase um litro de sangue, então derrame o conteúdo de uma embalagem Tetra Pak para você ter uma idéia do tamanho da poça que isso representa. Portanto, se você não sangrou esse tanto, você ainda está bem. Caso contrário adicione mais compressas ao ferimento e comprima bem.
7) Realize a respiração tática ou de combate! Inspire lenta e profundamente pelo nariz, e expire lenta e profundamente pela boca. Isso vai oxigenar seu cérebro e dificultar o desmaio. Continue alerta! Peça ajuda novamente, e forneça dados complementares sobre sua localização.
8) Acredite que o socorro está chegando e não desista! Quando um policial é ferido, todos os outros policiais correm até o local do incidente. Primeiro para prestar auxílio ao colega baleado, e segundo para iniciar a perseguição. As unidades de resgate provavelmente estarão no local em poucos minutos. Por isso, enquanto aguarda, lembre-se que se você ainda estiver vivo quando o resgate chegar, suas chances de sobrevivência são de aproximadamente 90%. Mantenha a respiração tática para “normalizar” os batimentos cardíacos e o nível de estresse. Para manter suas esperanças e seu moral elevado, converse pelo rádio com outro colega.
Compreendendo essas dicas e as revendo periodicamente, você pode lutar contra o medo e o estresse aumentando sua probabilidade de sobreviver à situação de conflito na qual você foi ferido.
Este é um procedimento que você deve treinar por conta própria, porque até agora nenhum treinamento de tiro inclui instruções para quando se leva um tiro ou se perde um confronto, e infelizmente muitos policiais tendem a pensar que isso nunca vai acontecer. Mas isso acontece e muito! Por isso, treine com sua arma, estude ou faça um curso de primeiros socorros porque isso pode e irá ajudá-lo um dia.

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG e Instrutor de Armamento e Tiro.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eu Agradeço

Tenho muitos motivos para agradecer,
Pelas coisas que você me faz,
Pela alegria de viver,
E pelos momentos de paz.

Por você ser minha amiga,
Minha parceira leal,
A que alegra minha vida,
E que me torna normal.

Uma mulher de verdade,
Que sabe cobrar de mim,
Desde a mais pura bondade,
Até carinhos sem fim.

Uma mulher que me ajuda,
E que caminha comigo.
Que, quando erro não muda.
Que me vê homem e amigo.

Uma mulher que me ama,
Sem medo, sem restrição.
Que é perfeita na cama,
E fala com o coração.

Uma mulher que conversa,
Que ouve os meus problemas.
Sabe que a vida é perversa,
Mas, não se perde em dilemas.

Sim, eu agradeço contente,
E digo sem elidir,
Que Deus me deu um presente,
Quando fez você surgir.
NEI Castilho;

domingo, 29 de novembro de 2009

Células tronco e o espiritismo

Células Tronco
O que é célula-tronco?
É um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos no organismo. Esta é uma capacidade especial, porque as demais células geralmente só podem fazer parte de um tecido específico (por exemplo: células da pele só podem constituir a pele). Outra capacidade especial das células-tronco é a auto-replicação, ou seja, elas podem gerar cópias idênticas de si mesmo.
"A clonagem ("broto", em grego) é um método de reprodução normal para muitos seres, mas não para o resto do organismo. Por que essa diferença? As bactérias, por exemplo, que têm uma célula só, se reproduzem por meio da clonagem. Toda bactéria nasce como um clone, ou seja, as filhas são cópias genéticas perfeitas das mães, que simplesmente duplicam o seu "corpo" e depois se dividem em duas.
No resto dos organismos nenhuma célula do corpo é capaz de gerar um novo ser. A reprodução tem que ser feita por meio da fecundação, o que exige células muito especiais - o óvulo e o espermatozóide. Inexistentes nos microorganismos ou nas plantas muito primitivas, essa dupla se distingue por ter apenas um conjunto de genes, enquanto todas as outras células carregam dois conjuntos iguais. Durante a fecundação, o óvulo e o espermatozóide se unem e somam os seus genes, de modo que a célula resultante passa a ter dois conjuntos de DNA. Daí para a frente, ela se multiplica, dividindo-se sucessivamente, e se transforma num embrião.
Fábricas de órgãos – formação do embrião.
A – O embrião no início é só uma célula - o ovo, união do óvulo com o espermatozóide – que lentamente se multiplica.
B – Por volta dos quatro dias, o embrião tem cerca de 40 células formando duas esferas ocas, uma dentro da outra. A de fora vai gerar a placenta e a interna, o bebê.
C – A bola interna, nessa fase, é feita de células-tronco. Extraídas do embrião, podem ser transformadas em qualquer órgão do corpo, com a mesma identidade genética do embrião.
Diferença entre clonagem terapêutica e clonagem reprodutiva
A clonagem reprodutiva humana é a técnica pela qual pretende-se fazer a cópia de um indivíduo. Nessa técnica transfere-se o núcleo, que pode ser uma célula de um adulto ou de um embrião, para um óvulo sem núcleo. Se o óvulo com esse novo núcleo começasse a se dividir, fosse transferido para um útero humano e se desenvolvesse, ter-se-ia uma cópia da pessoa de quem foi retirado o núcleo da célula.
Diferença entre os dois procedimentos
Na transferência de núcleos para fins terapêuticos as células são multiplicadas em laboratório para formar tecidos;
Na clonagem reprodutiva humana há necessidade da inserção em um útero humano.
Utilidades das células-tronco
As células-tronco podem se transformar em qualquer parte do corpo. Doenças causadas por problemas celulares podem ser curadas por injeções de células-tronco, que passam a fazer a função de suas colegas defeituosas. Tratamentos possíveis:
Doenças neuro-degenerativas – novos neurônios;
Mal de Huntington – correção de neurônios;
Mal de Alzheimer – correção de neurônios;
Mal de Parkinson – correção de neurônios;
Paralisia – corrigem-se os danos causados à espinha dorsal;
Enfarte – recuperação dos tecidos cardíacos;
Cirrose e Hepatite – recuperação de células do fígado;
Diabetes – células novas para a produção de insulina;
Queimadura – regeneração de tecidos da pele;
Artrite – regeneração de embriões;
Osseoartrite – restaura a ligação de ossos e tendões;
Transplantes – células-tronco geram qualquer órgão.
Como podemos ver, a aplicação das células-tronco vai revolucionar a medicina e a biologia. A sua aplicação, portanto, é motivo de muitas discussões, criando questões filosóficas, religiosas e morais levantadas pela ciência e a medicina.
A prática da clonagem-terapeutica suscita grandes dúvidas que exigem, por parte dos órgãos responsáveis estudo, bom senso e ética, para que não se legalize um comportamento que contrarie os interesses humanos e, por outro lado, abra um campo enorme à exploração maldosa.
Alguns métodos de coleta de células-tronco não geram polêmicas ético-religiosas, como a coleta pelo cordão umbilical, que permanece na placenta após o nascimento do bebê, ou da medula óssea do próprio paciente. A polêmica surge quando se trata da retirada de células-tronco dos embriões, porque isso implica na destruição deles.
1. O Espiritismo é a favor ou contra as experiências com células tronco embrionárias?
A evolução material e intelectual do ser humano é uma condição necessária e imprescindível, cujo sucesso está subordinado ao seu esforço na busca de conhecimentos e experiências.
Desde o tempo das cavernas até a chegada do homem à lua imenso progresso ocorreu, sofrendo no entanto pequeno interregno na idade média, período de trevas e obscurantismo, quando a religião, conduzida por uma fé cega, cerceou a liberdade de expressão.
O progresso trouxe imenso benefícios à humanidade: na área da saúde, transportes, comércio, assistência social, tecnologia, etc.
O Espiritismo enfatiza a necessidade do progresso
Na questão da ciência, encontramos em "A Gênese", Cap. I, n.º 55 a seguinte afirmação: "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará."
Na questão da filosofia, em "O Livro dos Espíritos", Cap. VIII, Da Lei do Progresso, item 778, encontramos o seguinte: "... O homem deve progredir sem cessar... Se ele progride é que Deus assim o quer.; ... .
Na questão n.º 8, de "O Livro dos Espíritos", encontramos a afirmação de Espíritos Superiores de que "o acaso não existe".
Diante do exposto, por uma questão de coerência com a Doutrina, não podemos repudiar o avanço da ciência. Por outro lado, em respeito aos princípios morais, não podemos admitir violações às Leis Divinas. Cabe-nos, portanto, analisar cada caso, tendo como parâmetro as Leis de Deus.
Células-tronco embrionárias
O Espiritismo concorda, em parte, com a utilização de células-tronco embrionárias, tendo em vista o seguinte:
Não concorda: (só a Deus compete tirar a vida) porque após a retirada das células o embrião será sacrificado, configurando-se o aborto. Por outro lado, para obter, estudar e utilizar as células-tronco, é preciso tirá-las de embriões muito jovens; de preferência logo após quatro dias de idade, quando o futuro bebê ainda é apenas uma esfera invisível a olho nu, formada por algo entre 50 e 300 células.
Concorda: Há situações em que o embrião não vingará, ou seja, por variadas razões o espírito não reencarnará naquele corpo ou não se manterá nele, conforme orientação constante de "O Livro dos Espíritos", questão 355: "Há crianças que desde o ventre da mãe não têm possibilidade de viver... .e, questão 356: "crianças natimortas".
Concorda com a utilização da célula-tronco da própria pessoa ( auto emprego ) cuja rejeição é zero. Seriam células- tronco da medula óssea ou do cordão umbilical.
Pesquisas feitas nos EUA mostram que religiosos e oponentes do aborto concordam com que as pesquisas continuem, porque alegam que há uma diferença muito grande entre a clonagem reprodutiva, realizada com o objetivo de gerar uma criança, e a clonagem terapêutica, empregada na produção de células-tronco.
Para o Espiritismo, a preocupação reside no produto final do processo, ou seja, o embrião, que poderá gerar um novo ser.
2. No momento da fecundação, há um espírito que se liga ao embrião, mesmo tendo consciência de que este embrião será destruído?
Quando o Espírito tem de reencarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que é a expansão de seu perispírito, o liga ao germe que o atrai por uma força irresistível (magnetismo) desde o momento da concepção. (ver "A Gênese", cap. XI, item 18).
No "O Livro dos Espíritos", Questão 344, encontramos a seguinte afirmação: "A união começa na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento. Desde o momento da concepção, o Espírito designado para tomar determinado corpo, a ele se liga por um laço fluídico..."
Cada espírito tem o corpo que merece. Antes da reencarnação é realizado pelos "Espíritos Construtores" um estudo prévio da situação cármica do reencarnante, a fim de se ajustar a uma programação referente ao organismo físico que o reencarnante receberá. ("Perispírito"; Reencarnação, pg.341; "Missionários da Luz", André Luiz, Caps. 13 e 14).
Em "O Livro dos Espíritos", questão 348, Allan Kardec nos ensina que o Espírito reencarnante tem conhecimento, às vezes, do destino de seu corpo físico.
3. No caso de o espírito se ligar a este embrião, esta "fecundação" (*) feita em tubos difere de um útero para o espírito?
Ocorrendo a fusão (núcleo da célula mais óvulo) com sucesso, começa a se formar um embrião, cujo desenvolvimento será formalizado pelo perispírito reencarnante (ver questão n.º 344, de "O Livro dos Espíritos). Neste momento o embrião seria implantado em um útero de uma pessoa, o que nos permite afirmar que o Espírito não sentiria qualquer diferença
Vejamos a seqüência abaixo:
 Da pessoa a ser copiada, retira-se uma célula comum, cujo núcleo é extraído;
 O núcleo da célula é enxertado em um óvulo de outra pessoa;
 Para unir o óvulo ao núcleo inserido, é usada uma descarga elétrica. Com essa fusão começa a se formar um embrião; (a partir deste momento seriam utilizadas as células-tronco).
 O embrião é implantado no útero de uma outra pessoa.
 Nascerá um indivíduo geneticamente igual à pessoa da qual foi extraído o núcleo.
Devemos ter em vista, também, que há casos em que ocorre a fecundação mas não há um espírito destinado àquele corpo, cujo feto será um natimorto (L.E., questão 356). Poderá ocorrer, também, que o espírito reencarnante, que inicia o processo de ligação perispiritual ao corpo físico, não tem ainda consciência da sua situação (L.E., questão 351).
(*) O termo fecundação não é apropriado para este caso, porque fecundação se refere à união de duas células sexuais (espermatozóide mais óvulo).
Fontes de consulta:
Clone, Gina Kolata, Ed. Campus, 1998, RJ.;
"A Gênese", Allan Kardec, Cap. XI, item 18;
"O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, Lv. II, Cap. VII, item II;
sites: www.espirito.com.br; www.cade.com.br;
www.cryopraxis.com.br/celulas.htm.
Artigos de revistas e jornais.
Organizador: Anízio F. Moraes – "Centro Espírita Ismael"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

QUEM É VOCÊ ?

Quem é você ...
Que surge como um lapso de brilho,
Que me invade de repente, sorrateira,
Modificando minha vida inteira,
Tornando-me simplório andarilho ?


Quem é você ...
Que zomba de um puro sentimento,
Que cala profundo em minh’alma,
Que me alimenta e acalma,
Erguendo-me num sopro de alento ?


Quem é você ...
Intenso sentimento diferente
Representado em figura feminina,
Sorriso jovial que contamina,
Deixando-me deveras mais contente ?


Quem é você ...
Belíssima escultura de mulher,
Vênus de Milus ou mesmo a Giconda,
A perfeição que não há mão que esconda,
Num ato de amor puro, qualquer ?


Quem é você ...
Que vejo todo dia em minha cama,
Fazendo-me mais homem todo instante,
E que me livra do inseguro contrastante ?
Você mulher, é aquela que me ama !


Esta é você.


TheCast

Essência da Vida

Não quero nada de bom que seja constante,
Porque preciso saber que existem coisas ruins.
Não preciso do riso farto,
Preciso sim, do equilíbrio entre o riso e o choro,
Porque só rir aliena e só chorar enlouquece.
Não anseio por toda a liberdade,
Pois, necessito de alguns limites
De forma que não me sinta único,
E sim, mais um no contexto da vida.
Não careço de muito dinheiro,
Apenas do necessário,
Senão me tornarei escravo dele.
E mesmo com o pouco que tiver,
Deverei lembrar de dividi-lo com quem tiver menos ainda.
Não aprecio o egoísmo,
Pois, os egoístas são sós e eu preciso ter alguém comigo.
Não devo cultivar o ódio,
Já que quem odeia, certamente é odiado,
E é incômodo pensar nisso.
Preciso viver de forma plena,
E isso só se dá,
Na medida em que respeito os outros,
No limite dos meus direitos,
No amor que apresento,
E na alegria que transmito.
Acho que essa é a essência da vida!


TheCast.

O HOMEM DE BEM

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.) Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

(O Evangelho segundo o Espiritismo, XVII - Sede perfeitos)